Falta Informação para realizar a busca
Quando estiver com o seu Gnuteca configurado e tiver feito a catalogação de algum livro e a busca não funcionar, retornando a mensagem: INFORMAÇÃO FALTA INFORMAÇÃO PARA REALIZAR A BUSCA; é sinal de que você está com o seu register_globals = Off.
Para ativá-lo e colocar o sistema para funcionar corretamente faça a edição de seu /etc/php4/apache/php.ini e altere esta opção para On. (Obs: /etc/php4/apache/php.ini seria o path no Debian, você pode localizar o seu php.ini através do comando slocate php.ini ou whereis php4).
Após fazer a alteração salve o arquivo.
Dê um reload no Apache e pronto.
Utilize sua busca perfeitamente. (Vivendo e aprendendo).
Correção de javascripts bugados na tela de catalogação
O Gnuteca apresentava vários problemas quanto à catalogação de registros quando o assunto era Javascript.
Não aguentando mais estes problemas “chatos” resolvi achar a natureza do problema. Encontrei e corrigi os arquivos, o bug se dava quando o valor lookup.defaults não era encontrado.
No código ele declarava o lookup.defaults somente quando a variável era um array, mas quando a variável era nula ele retornava um erro dizendo que o lookup.defaults não era válido.
Adicionei uma condição de que se o valor não fosse array, ele retornava um array nulo com o valor .defaults declarado. Desta forma os scripts se comportaram de maneira correta, fazendo com que a tela de catalogação possa seja utilizada em versões mais novas do Mozilla Firefox.
Se eu tiver um tempinho vou “emprestar” um computador que roda Rwindows e testar a catalogação no IE, mas declaro que isto não é prioridade.
Adicionado o suporte à PHP5 no Gnuteca
Consegui colocar o Gnuteca para rodar com o PHP5, agora só me falta realizar mais testes no sistema. O importante disto é que ele está funcionando perfeitamente com o register_globals = Off.
Com o register_globals desabilitado o sistema fica mais seguro e confiável. Continuarei testando o sistema à fim de encontrar falhas pertinentes às mudanças realizadas, mas creio que já está tudo certo.
Minhas alterações e implementações no Gnuteca
Estou personalizando o Gnuteca para a Biblioteca da FATEA. Comecei a mexer primeiro no layout, pois desta forma vou entendo como o sistema funciona e posso iniciar as próximas implementações. Abaixo segue o que eu fiz por enquanto:
- Aplicação de layout;
- Substituição de tabelas por divs;
- Adequação de normas da W3C;
- Modificando de html para xhtml;
- Substituindo tags defasadas do html;
- Aplicação de estilos CSS;
- Centralização de logon (miolo,gnuteca,usuários do gnuteca) em apenas um formulário de logon;
Futuras implementações:
- Construção de bases específicas para: autores; editoras; e locais de publicação;
- Validação dos campos à medida que o usuário insere as informações;
- Regras de catalogação de autores e editoras seguindo a AACR2;
- Alteração da base de usuários para aceitar códigos dos alunos e professores da faculdade;
- Estudos de usabilidade e melhor adequação das interfaces;
- Documentação de todo o sistema para usuários;
- Documentação de todo o sistema para desenvolvedores: arquivos, paths, onde modificar o que, etc;
Em breve estarei publicando estes arquivos que tenho alterado para a comunidade, creio que também tanham a necessidade destes itens que listei acima.
Vou postar alguns screenshots que tirei para que vejam o meu trabalho:
E aí, o que acharam? Comentários?
Manual de Catalogação do Gnuteca
Escrevi um guia passo-a-passo de como gerar a catalogação de livros e periódicos no Gnuteca.
Gostaria de agradecer a FATEA, onde trabalho atualmente, pelo incentivo e por acreditar no Software Livre.
Este guia é muito útil, pois quando necessitei implementar o sistema não consegui nenhuma documentação. O guia foi montado para a Biblioteca Infantil da Faculdade mas pode ser usado em qualquer biblioteca.
Qualquer sugestão é bem-vinda e pode ser comentada aqui mesmo no blog.
Espero que aproveitem e compreendam da melhor maneira o conteúdo.
Software Livre e a concorrência saudável
Durante uma certa discussão à respeito do SL com alguns profissionais, surgiram argumentos de que a concorrência não faz parte deste mundo, mas a verdade não é esta.
A concorrência pode ser pensada por alguns como algo ruim, e especificamente falando em SL, poderia funcionar como elemento descentralizador diante de uma determinada solução, como por exemplo, a idéia de investir em uma nova solução de http em relação ao Apache.
Muitos já devem estar pensando: “Esse cara quer reinventar a roda”, mas na verdade foi apenas um exemplo simples, desconsiderando a robustez e tempo de desenvolvimento da equipe da Apache Foundation, porém nada é impossível.
O fator positivo na concorrência, e o principal na minha opinião, são os grandes esforços em se melhorar as soluções propostas por cada desenvolvedor e os grandes esforços da comunidade em fazer o projeto alavancar e ser usável. E com isso não é de se espantar a diversidade alarmante de projetos provocada por estes esforços.
Soluções são iniciadas, alteradas, rebatizadas e redistribuídas. Isto faz com que o nicho mercadológico venha à ser cada vez mais rico e venha a suprir as necessidades dos usuários diante de tantas novas opções.
Vale ressaltar a naturalidade com que isso acontece, e que o entusiasmo e vontade dos desenvolvedores não impõem limites no ato da criação, inaugurando-se então um ciclo de criatividade espantoso na busca da excelência.
A riqueza e a tangência do SL só existe pela prática da “concorrência saudável”, ou seja, é mostrar o melhor e competir pela qualidade, desconsiderando as práticas maléficas que algumas empresas proprietárias se sustentam.
A opção da escolha é sinônimo de liberdade, do multiculturalismo atual, e é questionando com fundamentação que continuamos mantendo este ciclo e sendo os principais responsáveis pelo sucesso das idéias inteligentes.
Cada um defende o seu ponto de vista, e quanto mais pontos de vista, maior a análise que podemos fazer. São milhares de soluções baseadas em milhares de tecnologias e utilizadas por milhares de pessoas.
A concorrência aqui se resume em uma competição, onde todos se exercitam diariamente para chegar ao primeiro lugar. O primeiro lugar é o mais difícil de se manter, pois a cada hora um obstáculo é colocado e devemos estar preparados para vencê-los.
Estratégias de um centralizador
Na semana em que se finaliza mais um FISL a Microsoft lança uma nova estratégia para ajudar o desenvolvimento dos países subdesenvolvidos. Mas talvez a estratégia seja inversa.
Segundo a notícia publicada no IDGNow, a Microsoft começará à vender um pacote de software (Windows+Office) por apenas 3 dólares. Este preço tão baixo impressiona muita gente, mas quando a esmola é demais o santo desconfia.
Alguns anos atrás o Linux era apenas mais um fato irrisório para a Microsoft, pois com o domínio centralizador da empresa o Linux não era visto como um elemento de competição, ou seja, era mais um sistema utilizado por radicais e que não daria certo.
No início do Linux as coisas realmente eram difíceis, e muita gente tinha que ter pulso firme para não desistir dele, pois o suporte aos hardwares e a documentação ainda eram muito escassos e várias incertezas circulavam em cima disso.
Mas a persistência e vontade de ter um Mundo onde a tecnologia não estivesse centralizada na mão de uma única pessoa, contribuiu para que muitas pessoas dedicassem parte de seu tempo tentando fazer as coisas mudarem.
O que era um projeto de faculdade virou um modelo de negócio muito bem sucedido.
Muita coisa foi evoluindo e mais cabeças foram percebendo a evolução do sistema, até o ponto de pesos pesados como a IBM entrarem neste negócio.
Talvez este tenha sido o maior marco na História do Linux, pois a repercussão em cima deste fato foi absurda, e neste ponto inicia-se a batalha contra quem se atrevesse à investir no pingüin.
Processos da SCO contra a IBM, políticos se doendo pela Microsoft e muito marketing tentando levar o Linux para o abismo.
Era tarde demais e a profecia de Stallman se concretizava.
Hoje são mais de dez anos com milhares de pessoas pensando em milhares de soluções comportadas pelo Linux.
Países em desenvolvimento como o Brasil tem se destacado na mídia e vem se tornando ícone tecnológico, e a descentralização do mercado de software vem deixando seus grandes pólos. Claramente podemos ver estes fatos e entender a então estratégia da Microsoft em ajudar os países emergentes.
O grande ócio é manter a dependência do Mundo em seus produtos, sejam eles caros ou baratos. A Microsoft durante muito tempo tenta passar esta política social e de quem se preocupa com os problemas dos países pobres, mas o egocentrismo tecnológico e a tentativa de domínio sobre o que é melhor para as pessoas é o que compromete toda esta estrutura.
Estamos à tanto tempo batalhando por uma nova vida, um mundo mais socialista, onde as coisas deveriam ser bem divididas, tentando tirar esta corda do pescoço que tanto nos sufoca, e na hora que damos um pontapé inicial para que isto aconteça, os donos da verdade tentam ser solidários.
Uma hora esta onipotência camuflada começa à se desmembrar, assim como está acontecendo, e as medidas para mantê-la começam a ficar desesperadoras e apeladoras. Percebem o fim ao que se chegou este último pronunciamento. Bondade ou medo?
Espero que os líderes destes países em desenvolvimento, inclusive o Brasil, consigam visualizar toda esta falcatrua e novamente virem as costas à Microsoft.
Não é necessário ser nenhum especialista político para dizer isto, pois os fatos são claros. Só não vê quem se passar por cego.
Usuário, mas não técnico
Em resposta à matéria publicada no dia 13/04/2007 07:00h no UOL Tecnologia.
Após ler esta matéria, existem alguns pontos que devemos tomar cuidado quanto à opinião do autor em amendontrar o usuário com o termo: “não é PlugAndPlay”. São pontos contraditórios e que podem enganar o usuário que deseja iniciar na utilização do GNU Linux. Este confunde o fato de instalar o sistema e o fato de utilizar o sistema. Pontos distintos que confundem muita gente por aí, até os mais sabidos em GNU Linux.
Para se fazer qualquer avaliação, seja de um teste de Usabilidade ou da instalação de um Sistema Operacional, temos que ter em mente e documentar o grau de instrução do usuário, ou seja, para que no final destes testes não nos percamos ou tenhamos argumentos não cabíveis à nossa avaliação.
Partindo deste ponto podemos começar nossa avaliação com a seguinte pergunta: – “O usuário que deseja utilizar um Sistema Operacional tem que saber instalá-lo?”. Pensando desta maneira muitas coisas já ficam claras, e já não vamos mais pensar: – “O install não deveria ser daquele jeito? por que o cursor está piscando?”.
Em uma análise sobre a usabilidade do Sistema de Instalação do software até poderia ser cabível e proveitosa a crítica, mas em um artigo sobre utilização de um novo sistema pode ser desastroso e gerar confusão para o novo usuário, fazendo com que este venha à desistir do uso.
Em milhares de corporações e empresas existem os hoje em dia chamados setores de TI, onde nestes estão inclusos serviços de Suporte, que por sua vez possuem pessoas especializadas em resolver problemas tanto em Softwares quanto Hardwares.
Pensando desta maneira também sabemos que alguns usuários do Sistema Windows não são capacitados à instalá-lo, mas fazem de boa maneira o seu uso. E pensando mais a fundo ainda, vemos que muitos usuários Microsoft entram em pânico em assuntos que dizem respeito à formatar o disco rígido e inicializar a instalação do Windows, pode parecer assombroso mas é a dura realidade.
Este é um fato muito comum e que gera muita intriga na minha cabeça, pois se o Windows é um sistema tão amigável, por que muita gente vive dizendo que não sabe instalá-lo? Será que deveríamos fazer uma análise de Instalação do Windows para que as pessoas se encoragem à usá-lo?
Será falta de capacidade destas pessoas ou é muita comodidade? Não sei. Talvez um. Talvez outro. Outrora existem muitas lojas que dão suporte à computadores pessoais com Sistemas Operacionais corrompidos ou infectados com vírus e geralmente com usuários quase chorando dizendo: – “As fotos do aniversário de 80 anos da minha avó estavam aí”.
Graças à Deus por existirem os famosos “técnicos de informática”, senão o mundo entraria em colapso.
Continuando. Para fazermos uma análise inteligente sobre uso em específico do GNU Linux, e termos uma análise concreta podemos dividí-la e em duas partes ou etapas: Processo de Instalação do GNU Linux; e Processo de Utilização do GNU Linux.
Processo de Instalação do GNU Linux (instalar: ato de colocar alguma coisa em algum lugar)
Para iniciar o processo de instalação do GNU Linux podemos pegar um profissional que trabalha com suporte e que atende usuários e clientes diariamente. Este profissional precisa estar capacitado à fazer instalações do Windows e resolver problemas corriqueiros do sistema, como instalar o driver da placa de vídeo, lan, etc.
Após conseguirmos um profissional destes, também vamos conseguir um manual de instalação de um GNU Linux qualquer e seu respectivo CD. Se por via das dúvidas não conseguirmos este manual impresso podemos recorrer ao inesperado: digitar “Instalar Linux” em um site de busca como o Google. Caso queira um manual mais específico, você pode digitar a palavra “instalar”, e o nome da versão que deseja instalar, como por exemplo “Debian”. Por fim nossa busca ficaria algo como: “Instalar Debian”.
Mas isto não é o bastante, porque se um técnico deseja instalar um sistema ele precisa saber que tipo de hardware o sistema suporta. Aliás, quando um usuário deseja adquirir um jogo que exija uma placa de vídeo aceleradora, ele precisa saber específicamente qual é a placa, ou se este não souber ele precisa ter dinheiro e pedir para que um “técnico” verifique para ele, ou até mesmo que instale uma para ele.
Bom, com as dúvidas respondidas sobre o suporte do sistema ao seu determinado hardware o profissional pode inicializar a Instalação. À partir deste momento podemos fazer uma avaliação sobre o processo de Instalação do GNU Linux. Não vamos entrar neste mérito agora, pois não é nosso objetivo e não devemos fugir dele. Isto foi apenas para lembrar que existem pessoas que “trabalham com informática”, segundo suas mães.
Concluindo esta etapa vemos claramente que não é um usuário que precisa estar apto à Instalar o Sistema, pela lógica seria, mas não é que vemos, talvez esta seja a confusão.
Olhando friamente para o mundo, vemos que esta realidade está ainda um pouco longe de se acontecer, pois muitos chefes ou pessoas normais ainda gritam: – “Meu sistema deu pau, por favor chamem um técnico!”.
Agora se este técnico não for capaz de corrigir o sistema corrompido do chefe dele, ou não souber instalar a placa de vídeo de um novo computador adquirido pela empresa, ele pode ser mandado embora e outro pode assumir o seu lugar. É a lei da selva!
Processo de Utilização do GNU Linux
Já com um computador rodando o Sistema GNU Linux devidamente instalado e configurado, chamamos um usuário que tem o desejo de mudanças e pedimos para iniciar o uso. (Não se esqueçam de passar o login e senha para o usuário, lembrem-se: Windows é diferente de Linux).
Possivelmente este vai dar algumas cabeçadas mas provavelmente vai seguir sua intuição e colocar em prática sua super capacidade de leitura e clicar no item “Aplicações” do menu do Gnome por exemplo, e vai iniciar sua busca incansável por cada item do menu até conseguir abrir o editor de textos ou o seu novo e querido navegador de Internet.
Isto sim é o que deveria ser relatado em uma migração de Software. O usuário quer utilizar o GNU Linux porque vai gerar mais economia ao valor irreal de uma licensa do Windows Vista. Por que este tem que estar apto à fazer a Instalação? Será que se tivéssemos um Ferrari também deveríamos saber arrumar o motor dela?
Aí podemos até brincar de publicitário com as típicas campanhas do Credit Card.
Campanha um:
Instalar o Windows Vista no seu computador: R$ 980,00
Pagar por um Sistema DRM, pegar vírus e receber tela azul não tem preço!
Campanha dois:
Instalar o GNU Linux na lojinha de manutenção da esquina: R$ 35,00
Liberdade não preço!
A conclusão da análise é o que Charles Darwin já havia dito há muito tempo: – “a evolução se deu início com a Seleção Natural”. Somente os que se adaptam ao meio conseguirão sobreviver.
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